Cateterismo

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Cateterismo

O implante percutâneo valvar aórtico é um procedimento que visa reestabelecer o adequado funcionamento de uma valva cardíaca através do implante de uma prótese valvar. Trata-se de uma cirurgia minimamente invasiva, com o prótese introduzida por cateterismo (não sendo portanto necessária a abertura do tórax do paciente, sendo esta a principal vantagem da técnica) e posicionada sobre a valva disfuncionante. Este tipo de procedimento começou a ser realizado em 2002, sendo o primeiro procedimento realizado no Brasil em 2008, e desde então tem apresentado grande evolução técnica.


TAVI

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Angioplastia e Stent

Para alguns pacientes, a cirurgia minimamente invasiva da artéria coronariana é uma alternativa viável. Trata-se da angioplastia com cateter balão e implante de stent, também conhecida como intervenção coronariana percutânea ou cateterismo. Usa-se um fino e flexível cateter com um minúsculo balão em sua ponta para alargar a artéria e permitir que o sangue flua normalmente. Posteriormente se utiliza um dispositivo chamado stent (minúsculo tubo de metal em malha flexível) para manter a artéria aberta.

Os stents vêm sendo usados para tratar a doença arterial coronariana desde 1977 e apresentaram grande evolução tecnológica nos últimos anos. É um tubo minúsculo, expansível e em forma de malha, feito de um metal (ou uma liga de metais) e, uma vez implantado, ficará na artéria permanentemente. Como uma opção, a estrutura em malha pode conter medicamentos cuja principal função é impedir que o vaso se feche novamente.

Cateterismo, angioplastia e implante de stent devem ser realizados em hospital, num local específico denominado hemodinâmica, uma sala especialmente preparada e equipada com aparelhos de emissão contínua de raios x. O procedimento é executado por um cardiologista intervencionista, um médico especializado em angioplastia e aplicação de stent.

Para chegar com o cateter até o coração, o médico deve decidir em que local do corpo do paciente se acessará mais facilmente uma das suas artérias: punho, virilha ou braço. Durante o procedimento, o paciente fica deitado em uma mesa, e alguns dispositivos monitoram seu ritmo cardíaco e pressão arterial.

Detalhe - Artéria coronariana obstruída

Como é feito o cateterismo?

  1. Orientado pela emissão de raios x, o cardiologista intervencionista faz avançar um fio fino através do cateter até o local do tratamento na artéria coronariana, para penetrar na obstrução e fornecer apoio para o sistema de liberação do stent.
  2. Um minúsculo balão ainda não insuflado avança até a obstrução seguindo ao longo do fio, que já estará posicionado. Quando o balão estiver dentro da obstrução, ele será insuflado. Ao inflar-se, o balão apertará a placa contra a parede da artéria coronariana, cuja abertura então se alargará.
  3. A seguir, outro ínfimo balão desinsuflado, com um stent montado nele, avançará até a obstrução. Quado o stent estiver dentro da obstrução, o balão será insuflado. Insuflando-se, o balão expande o stent que o rodeia. O stent se prenderá contra a parede da artéria, formando uma estrutura para ajudar a manter a artéria aberta. (É comum que os pacientes sintam algum ligeiro desconforto quando o balão é insuflado, porque a artéria estará sendo forçada. Seu desconforto deverá desaparecer à proporção que o balão desinfle).
  4. Depois de o stent ter sido totalmente expandido, serão tiradas imagens adicionais de raios x para determinar se o stent está totalmente aberto e o quanto melhorou o fluxo sanguíneo. O médico poderá decidir inflar o balão outras vezes, para se certificar de que o stentesteja firmemente preso na parede do vaso.
  5. Quando estiver convicto de que o stent está totalmente aberto e que um fluxo adequado de sangue foi restaurado, o cateter balão, o fio guia e o cateter guia serão removidos.

A angioplastia com implante de stent é uma alternativa minimamente invasiva à cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM). Normalmente os pacientes deixam o hospital no dia seguinte ao procedimento e têm recuperação muito mais curta do que após a CRM, podendo retornar mais rapidamente às suas atividades cotidianas.

Além de o tratamento com stent ser seguro e eficaz, complicações maiores são incomuns, mas é importante conhecer as possíveis intercorrências: o local da inserção do cateter pode infeccionar-se ou sangrar, pode ocorrer infarto, AVC e, mais raramente, morte súbita (embora a uma taxa bem mais baixa do que com a CRM).

Mesmo com stent aplicado, ainda é possível que a artéria coronária se estreite novamente. Com stents de metal puro, a reestenose (reestreitamento) ocorre em 15% a 30% dos pacientes (dependendo do stent). Essa porcentagem é muito mais baixa em pacientes que recebem stents com eluição de fármaco. Se houver reestenose, os pacientes podem necessitar de outra angioplastia ou até de uma cirurgia de revascularização.

O mais importante a fazer, em situações assim, é observar as recomendações do cardiologista: primeiro seguindo a recomendação de proposta de tratamento e tomando medicações anticoágulos, também conhecidas como terapias antiplaquetárias duplas (aspirina com clopidogrel ou ticlopidina). É muito importante não parar de tomar esses medicamentos antes que o cardiologista avalie.

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© 2019 Dr. Hugo Thomé

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